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quinta-feira, 12 de abril de 2012
OPEP
OPEP:(ORGANIZAÇÃO DOS PAISES EXPORTADORES DE PETROLEO).É uma organização petrolifera que visa coordenar de maneira centralizada a politica petrolifera dos paises menbros
PETROBRAS
A petrobras é uma industria petrolifica que tem como foco principal a produção de biocombustivel e etanol eles são produzidos apartir de fontes renovaveis,como biomassa e produtos agricolas.Os biocombustiveis apresentam muitas vantagems ambientais.Entre elas a diminuição do gás carbonico e menor geração de particulas poluentes.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
resumo Don Quixote
A batalha dos moinhos de vento Dom Quixote e Sancho Pança chegaram a um local onde havia trinta ou quarenta moinhos de vento. Dom Quixote disse a Sancho Pança que havia dezenas de míseros gigantes que ele ia combater. Sancho pediu para Dom Quixote observar melhor, pois não eram gigantes e simplesmente moinhos de vento. Dom Quixote aproximou dos moinhos e com pensamento em sua deusa, Dulcinéia de Toboso, á qual dedicava sua aventura , arremeteu, de lança em riste, contra o primeiro moinho. O vento ficou mais forte e lançou o cavaleiro para longe. Sancho socorreu-o e reafirmou que eram apenas moinhos. Dom Quixote, respondeu que era Frestão, quem tinha transformado os gigantes em moinhos. Análise do trecho Através deste breve relato da Batalha dos Moinhos de Vento, podemos ver com clareza a loucura de Dom Quixote.
Naquele momento, podemos observar, Sancho Pança comportar-se com as mesmas idéias de nossa sociedade quando defronta-se com algo fora dos padrões, fora do cotidiano, fora da normalidade petrificada que ela mesma impõem. E com mesma atitude, demostrando, apontando, avisando, porém nada fazendo mediante o fato. Dom Quixote não tinha consciência do que fazia. Ele havia se aprofundado tanto naquele mundo irreal que começou a ver coisas logo após o choque com os moinhos ele percebe com clareza que os gigantes de fato eram moinhos, porém sua imaginação o faz achar que algum mago o hipnotizou, fazendo ele ver nos moinhos os gigantes. Sempre havia uma forma da realidade transformar-se em irrealidade. A batalha contra o “exército de ovelhas” Neste capítulo do livro, é relatado uma das aventuras de Dom Quixote, o encontro com dois rebanhos de ovelhas. O cavaleiro, com todo o seu sonho, criou paisagens, personagens que não existiam, atribuindo-lhes armas, coroas, escudos que na verdade não existiam, eram somente animais. Foi então que o “herói” avançou em direção aos rebanhos e, como sempre foi surrado pelos pastores e pelas próprias ovelhas. Trecho Como continuidade da sua loucura, o fidalgo é capaz de imaginar em um campo, que está cheio de ovelhas, dois grandes exércitos, com seus generais e cavalos, guerreando.
Aqui, Sancho Pança, também reprime o nobre homem, repetindo atitudes de nossa sociedade. Ele faz um papel de “acredite se quiser”, concordando com os sonhos de seu amo apenas para satsifazê-lo, ou seja, se não podia controlá-lo, juntava-se a ele. Sancho Pança conquista suas ilhas prometidas Desacreditado em receber sua ilha, Sancho Pança ganhou-a com muito orgulho. Pelo fato de acreditar e acompanhar um cavaleiro, tinha muito prestígio na sociedade. Sancho Pança realizou resolveu vários problemas durante seu curto encontro com o poder, mas a população, que estava apenas fazendo uma brincadeira com o escudeiro, afetou os sentimentos do “governador”, fazendo-o abdicar ao cargo e voltar a sua vida antiga. Análise do trecho Nesta passagem do livro, analisamos como a sociedade, representada por Sancho Pança, é frágil. Ao acreditar estar recebendo os reinos prometidos por “nosso herói”, o fiel escudeiro rende-se à fantasia de Dom Quixote, movido pela ganância e pelo poder. Em contra partida, sua análise mais crítica do fato demonstra a atitude de debocho e desprezo dos habitantes da ilha, pouco se importando com o estado do ajudante e do próprio cavaleiro. Não refletiram se Dom Quixote tinha algum problema mental ou se precisava de ajuda.
Ao contrário, invés de ajudá-lo, contribuíram para a sua ridicularização. Finalizando, o livro de Miguel de Cervantes retoma a história do povo espanhol e do Europa, retratando as aventuras dos inúmeras cavaleiros, sendo por isso considerado a última novela de cavalaria. Critica também as atitudes da sociedade e como alguns componentes desta alertaram para o problema de Dom Quixote e se esforçaram para o problema para tentar solucioná-lo. Causas do surgimento de Dom Quixote: Perda da riqueza - Dom Quixote era um fidalgo, filho de pais ricos. No entanto, durante sua vida, ele vai perdendo sua riqueza, pagando dívidas e comprando livros. Por isso, mergulha na literatura em busca da solução desta dificuldade, até demais. Mudança em sua vida - Além de perder sua riqueza, Dom Quixote, ao nosso ver, começa a agir como um cavaleiro em busca de uma mudança, uma nova vida.
Ele já tinha uma idade relativamente avançada e vivia muito só. Por isso deixa-se levar por imaginação e passa a viver num mundo ilusório, fantasioso. Conseqüências da “loucura” de Dom Quixote Lesão às pessoas - Ao agir como Dom Quixote, o cavaleiro não distinguia as pessoas com quem encontrava, prejudicando algumas e, consequentemente, auxiliando outras, física e financeiramente. Perda da história - Quando os amigos de Dom Quixote descobrem a causa de sua “insanidade”, decidem por acabar de vez com ela, queimando todas as suas novelas de cavalaria. Por outro lado, ao agir desta forma, a sociedade comprova seu poder, eliminando algo que possa causar mais problemas futuros, que possa incomodá-la. Morte do personagem - Dom Quixote, inconsciente de seus atos, não percebe o desgaste de seu corpo e, infelizmente, como ele próprio afirma, só retorna à realidade quando já está nos momentos finais de sua vida. Morre arrependido, mas em paz por tê-la feito a tempo.
Naquele momento, podemos observar, Sancho Pança comportar-se com as mesmas idéias de nossa sociedade quando defronta-se com algo fora dos padrões, fora do cotidiano, fora da normalidade petrificada que ela mesma impõem. E com mesma atitude, demostrando, apontando, avisando, porém nada fazendo mediante o fato. Dom Quixote não tinha consciência do que fazia. Ele havia se aprofundado tanto naquele mundo irreal que começou a ver coisas logo após o choque com os moinhos ele percebe com clareza que os gigantes de fato eram moinhos, porém sua imaginação o faz achar que algum mago o hipnotizou, fazendo ele ver nos moinhos os gigantes. Sempre havia uma forma da realidade transformar-se em irrealidade. A batalha contra o “exército de ovelhas” Neste capítulo do livro, é relatado uma das aventuras de Dom Quixote, o encontro com dois rebanhos de ovelhas. O cavaleiro, com todo o seu sonho, criou paisagens, personagens que não existiam, atribuindo-lhes armas, coroas, escudos que na verdade não existiam, eram somente animais. Foi então que o “herói” avançou em direção aos rebanhos e, como sempre foi surrado pelos pastores e pelas próprias ovelhas. Trecho Como continuidade da sua loucura, o fidalgo é capaz de imaginar em um campo, que está cheio de ovelhas, dois grandes exércitos, com seus generais e cavalos, guerreando.
Aqui, Sancho Pança, também reprime o nobre homem, repetindo atitudes de nossa sociedade. Ele faz um papel de “acredite se quiser”, concordando com os sonhos de seu amo apenas para satsifazê-lo, ou seja, se não podia controlá-lo, juntava-se a ele. Sancho Pança conquista suas ilhas prometidas Desacreditado em receber sua ilha, Sancho Pança ganhou-a com muito orgulho. Pelo fato de acreditar e acompanhar um cavaleiro, tinha muito prestígio na sociedade. Sancho Pança realizou resolveu vários problemas durante seu curto encontro com o poder, mas a população, que estava apenas fazendo uma brincadeira com o escudeiro, afetou os sentimentos do “governador”, fazendo-o abdicar ao cargo e voltar a sua vida antiga. Análise do trecho Nesta passagem do livro, analisamos como a sociedade, representada por Sancho Pança, é frágil. Ao acreditar estar recebendo os reinos prometidos por “nosso herói”, o fiel escudeiro rende-se à fantasia de Dom Quixote, movido pela ganância e pelo poder. Em contra partida, sua análise mais crítica do fato demonstra a atitude de debocho e desprezo dos habitantes da ilha, pouco se importando com o estado do ajudante e do próprio cavaleiro. Não refletiram se Dom Quixote tinha algum problema mental ou se precisava de ajuda.
Ao contrário, invés de ajudá-lo, contribuíram para a sua ridicularização. Finalizando, o livro de Miguel de Cervantes retoma a história do povo espanhol e do Europa, retratando as aventuras dos inúmeras cavaleiros, sendo por isso considerado a última novela de cavalaria. Critica também as atitudes da sociedade e como alguns componentes desta alertaram para o problema de Dom Quixote e se esforçaram para o problema para tentar solucioná-lo. Causas do surgimento de Dom Quixote: Perda da riqueza - Dom Quixote era um fidalgo, filho de pais ricos. No entanto, durante sua vida, ele vai perdendo sua riqueza, pagando dívidas e comprando livros. Por isso, mergulha na literatura em busca da solução desta dificuldade, até demais. Mudança em sua vida - Além de perder sua riqueza, Dom Quixote, ao nosso ver, começa a agir como um cavaleiro em busca de uma mudança, uma nova vida.
Ele já tinha uma idade relativamente avançada e vivia muito só. Por isso deixa-se levar por imaginação e passa a viver num mundo ilusório, fantasioso. Conseqüências da “loucura” de Dom Quixote Lesão às pessoas - Ao agir como Dom Quixote, o cavaleiro não distinguia as pessoas com quem encontrava, prejudicando algumas e, consequentemente, auxiliando outras, física e financeiramente. Perda da história - Quando os amigos de Dom Quixote descobrem a causa de sua “insanidade”, decidem por acabar de vez com ela, queimando todas as suas novelas de cavalaria. Por outro lado, ao agir desta forma, a sociedade comprova seu poder, eliminando algo que possa causar mais problemas futuros, que possa incomodá-la. Morte do personagem - Dom Quixote, inconsciente de seus atos, não percebe o desgaste de seu corpo e, infelizmente, como ele próprio afirma, só retorna à realidade quando já está nos momentos finais de sua vida. Morre arrependido, mas em paz por tê-la feito a tempo.
terça-feira, 3 de abril de 2012
formas nominais
O infinitivo: São terminados em r. Ex.: Amar, Comer, Latir.
O particípio: São terminados em ado, ada, ido ou ida. Ex.: Amado, Amada, Comido, Comida, Latido, Latida.
O gerúndio: São terminados em ndo. Ex.: Amando, Comendo, Latindo
O particípio: São terminados em ado, ada, ido ou ida. Ex.: Amado, Amada, Comido, Comida, Latido, Latida.
O gerúndio: São terminados em ndo. Ex.: Amando, Comendo, Latindo
verbos de ligação
Os verbos de ligação não indicam ação. Estes verbos fazem a ligação entre 2 termos: o sujeito e suas características.
Estas características são chamadas de predicativo do sujeito.
Ex. Maria é inteligente.
O verbo ser não indica ação, ele está ligando o sujeito (Maria) ao predicativo (inteligente).
PREDICATIVO = é o termo que modifica o sujeito. O predicativo nos informa alguma coisa a respeito do sujeito.
inteligente é uma qualidade, característica de Maria, logo é chamado de predicativo do sujeito.
Os principais verbos de ligação são:
SER= O carro é novo.
ESTAR= João está feliz.
PARECER= Joice parece cansada.
PERMANECER= A moça permanece aflita.
FICAR= Nicole ficou triste.
CONTINUAR= Diana continua feliz.
ANDAR= Cláudia anda nervosa.
Novo, feliz, cansada, aflita, triste e nervosa informam algo a respeito do sujeito.
Carro-novo
João-feliz
Joice-cansada
A moça-aflita
Nicole-triste
Diana-feliz
Cláudia-nervosa
Podemos dizer que, de um modo geral, predicativo do sujeito é tudo aquilo que se fala do sujeito.
O predicativo do sujeito vem acompanhado do verbo de ligação.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Alguns verbos podem aparecer como:
-Transitivos
-Intransitivos
-Ligação
Para fazermos uma correta análise, é preciso verificar o contexto em que estes verbos estão inseridos.
Ex. O homem anda depressa.
Andar neste contexto significa modo,maneira que o homem anda.É um verbo de ação(portanto não poderá ser de ligação).Aqui andar é verbo intransitivo.
O homem anda preocupado.
Nesse caso andar indica o estado em que o homem se encontra.Logo,trata-se de um verbo de ligação.
Ela continua feliz. Indica estado. Verbo de ligação.
Ela continua sua tarefa. Indica ação. Verbo transitivo direto.
Estas características são chamadas de predicativo do sujeito.
Ex. Maria é inteligente.
O verbo ser não indica ação, ele está ligando o sujeito (Maria) ao predicativo (inteligente).
PREDICATIVO = é o termo que modifica o sujeito. O predicativo nos informa alguma coisa a respeito do sujeito.
inteligente é uma qualidade, característica de Maria, logo é chamado de predicativo do sujeito.
Os principais verbos de ligação são:
SER= O carro é novo.
ESTAR= João está feliz.
PARECER= Joice parece cansada.
PERMANECER= A moça permanece aflita.
FICAR= Nicole ficou triste.
CONTINUAR= Diana continua feliz.
ANDAR= Cláudia anda nervosa.
Novo, feliz, cansada, aflita, triste e nervosa informam algo a respeito do sujeito.
Carro-novo
João-feliz
Joice-cansada
A moça-aflita
Nicole-triste
Diana-feliz
Cláudia-nervosa
Podemos dizer que, de um modo geral, predicativo do sujeito é tudo aquilo que se fala do sujeito.
O predicativo do sujeito vem acompanhado do verbo de ligação.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Alguns verbos podem aparecer como:
-Transitivos
-Intransitivos
-Ligação
Para fazermos uma correta análise, é preciso verificar o contexto em que estes verbos estão inseridos.
Ex. O homem anda depressa.
Andar neste contexto significa modo,maneira que o homem anda.É um verbo de ação(portanto não poderá ser de ligação).Aqui andar é verbo intransitivo.
O homem anda preocupado.
Nesse caso andar indica o estado em que o homem se encontra.Logo,trata-se de um verbo de ligação.
Ela continua feliz. Indica estado. Verbo de ligação.
Ela continua sua tarefa. Indica ação. Verbo transitivo direto.
domingo, 25 de março de 2012
o que é celula
O que é a vidaBiologia celularTamanho das célulasAs células são os blocos de construção fundamentais da vida. As células poderão formar organismos unicelulares individuais (bactérias) até estruturas multicelulares (tecidos e órgãos) e organismos (animais e plantas).
Esquema de uma célula animal típica, mostrando os vários componentes celulares. Organelos: (1) nucléolo (2) núcleo (3) ribossoma (4) vesícula (5) retículo endoplasmático rugoso (RER) (6) aparelho de golgi (7) Citosqueleto (8) retículo endoplasmático liso (9) mitocôndria (10) vacúolo (11) citoplasma (12) lisossoma (13) centríolosAs células são as unidades estruturais das plantas animais. Existe também uma grande variedade de organismos constituídos por uma única célula. O que todas as células têm em comum é que são pequenos sacos compostos basicamente por água. As células são delimitadas por uma bicamada fosfolipídica. Esta bicamada forma uma membrana que é semi-permeável (permitindo que algumas moléculas a possam atravessar e impedindo outras de o fazer). Existem outro tipos de transporte de substâncias que funcionam nas membranas. A estes vamo-nos referir mais tarde.
Então, o que se pode encontrar dentro de uma célula? 90% do seu conteúdo é constituído por fluidos (o citoplasma) consistindo em inúmeros tipos de moléculas em estado livre tais como aminoácidos, proteínas, hidratos de carbono e lípidos. O ambiente celular (o conteúdo do citoplasma e do núcleo, tal como o modo como o ADN está organizado) afecta a regulação e expressão genética e como tal são aspectos de muita importância no que à hereditariedade diz respeito. Abaixo encontra-se valores aproximados de outros componentes:
[editar] Elementos59% Hidrogénio (H)
24% Oxigénio (O)
11% Carbono (C)
4% Nitrogénio (N)
2% Outros - Fósforo (P), Enxofre (S),
[editar] Moléculas50% proteínas
15% ácidos nucléicos
15% hidratos de carbono
10% lípidos
10% outros
Esquema de uma célula animal típica, mostrando os vários componentes celulares. Organelos: (1) nucléolo (2) núcleo (3) ribossoma (4) vesícula (5) retículo endoplasmático rugoso (RER) (6) aparelho de golgi (7) Citosqueleto (8) retículo endoplasmático liso (9) mitocôndria (10) vacúolo (11) citoplasma (12) lisossoma (13) centríolosAs células são as unidades estruturais das plantas animais. Existe também uma grande variedade de organismos constituídos por uma única célula. O que todas as células têm em comum é que são pequenos sacos compostos basicamente por água. As células são delimitadas por uma bicamada fosfolipídica. Esta bicamada forma uma membrana que é semi-permeável (permitindo que algumas moléculas a possam atravessar e impedindo outras de o fazer). Existem outro tipos de transporte de substâncias que funcionam nas membranas. A estes vamo-nos referir mais tarde.
Então, o que se pode encontrar dentro de uma célula? 90% do seu conteúdo é constituído por fluidos (o citoplasma) consistindo em inúmeros tipos de moléculas em estado livre tais como aminoácidos, proteínas, hidratos de carbono e lípidos. O ambiente celular (o conteúdo do citoplasma e do núcleo, tal como o modo como o ADN está organizado) afecta a regulação e expressão genética e como tal são aspectos de muita importância no que à hereditariedade diz respeito. Abaixo encontra-se valores aproximados de outros componentes:
[editar] Elementos59% Hidrogénio (H)
24% Oxigénio (O)
11% Carbono (C)
4% Nitrogénio (N)
2% Outros - Fósforo (P), Enxofre (S),
[editar] Moléculas50% proteínas
15% ácidos nucléicos
15% hidratos de carbono
10% lípidos
10% outros
quarta-feira, 21 de março de 2012
relevo do parana
« GEOLOGIA DO PARANÁ – FORMAÇÕES GEOLÓGICASGAIA – O PLANETA TERRA VIVO DE JAMES LOVELOCK »GEOMORFOLOGIA – RELEVOS DO PARANÁ
J 09UTC outubro 09UTC 2010 por Mariana Lorenzo
Serra do Mar. Foto por Mariana Lorenzo. 2011.
Antes de tudo, vale lembrar que a Geomorfologia aborda o estudo das formas de relevo e dos seus processos. O relevo, por sua vez, é toda forma assumida pelo terreno (montanhas, serras, depressões, etc.) que sofreu mudanças com os agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Em outras palavras, Geomorfologia corresponde a uma geociência que tem como base o estudo das irregularidades da superfície terrestre, ou simplesmente, as diversas formas de relevo, tomando como base as leis que determinam a gênese e a evolução dessas formas. Será analisado, em especial, o relevo do estado do Paraná, que é formado por cinco regiões distintas, que são: Litoral; Serra do Mar; Primeiro Planalto; Segundo Planalto e Terceiro Planalto (ESPAÇO DA GEOGRAFIA, 2010; GONÇALVES, 2010; Amapá do Passaúna, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
A princípio, o relevo do Paraná, em sua maior parte, forma-se de um vasto planalto com uma pequena inclinação nas direções noroeste, oeste e sudoeste do Estado. Abrange os terrenos arenítico-basálticos do Planalto Meridional Brasileiro e os terrenos cristalinos paralelos ao oceano Atlântico. Vale dizer que segundo o geólogo alemão, Reinhard Maack, as terras paranaenses podem ser agrupadas em cinco unidades geomorfológicas que se sucedem de leste para oeste, na seguinte ordem: Litoral ou Baixada Litorânea; Serra do Mar; Primeiro Planalto, de Curitiba ou Cristalino; Segundo Planalto, dos Campos Gerais (ou Ponta Grossa) ou paleozóico; Terceiro Planalto, de Guarapuava ou basáltico (ESPAÇO DA GEOGRAFIA, 2010; GONÇALVES, 2010; Amapá do Passaúna, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
Abaixo serão descritas cada unidade com base no quadro geomorfológico abaixo.
Quadro geomorfológico/físico do Paraná
BAIXADA LITORÂNEA (LITORAL)
A baixada litorânea é constituída por uma faixa de terras baixas com cerca de vinte quilômetros de largura média. Consiste em uma região rebaixada através de um falhamento marginal de um antigo nível do planalto paranaense. Vale dizer que este fenômeno aconteceu na era Cenozóica ou no final da Mesozóica, provavelmente. Abrange terrenos baixos e inundáveis (planícies aluviais e formações arenosas) e morros cristalinos com cerca de cinqüenta metros de altura. Em sua porção setentrional, a baixada litorânea se fragmenta para dar lugar à baía de Paranaguá, cujo aspecto digitado resulta da penetração do mar através de antigos vales fluviais, ou seja, da formação de rias (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
Baia de Paranaguá – Imagem: NASA
SERRA DO MAR
Serra do Mar. Foto por M. Lorenzo. 2011.
A Serra do Mar forma o rebordo oriental do planalto cristalino e domina com suas enérgicas escarpas a planície litorânea. Pertence ao Complexo Cristalino Brasileiro, sendo formada por granitos e gnaisses. No Paraná a serra apresenta-se fragmentada em maciços isolados, entre os quais se insinua o nível do planalto cristalino (900m) até alcançar a borda oriental, ao contrário do que acontece em São Paulo. Vale lembrar que os maciços ultrapassam em cem metros essa cota, geralmente. Isso faz com que a serra do Mar no Paraná, além da escarpa (Graciosa e Farinha Seca) que se volta para leste com um desnível de mil metros, também apresente uma escarpa interior, voltada para oeste. Não obstante, esta mostra um desnível de apenas cem metros. Tenha-se presente que as atuais formas da Serra do Mar têm origem em vários fatores, dentre os quais pode-se citar: diferença de resistência das rochas, falhamento do relevo e sucessivas trocas climáticas (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
Conjunto Marumbi/ Serra do Mar. Foto por M. Lorenzo. 2011.
PRIMEIRO PLANALTO, DE CURITIBA OU CRISTALINO
O Primeiro Planalto, de Curitiba ou cristalino, tem início na Serra do Mar e estende-se para o oeste até a escarpa Devoniana (Serrinha, Serra de São Luiz, etc.). Ele advém de uma erosão, que o rebaixou de um antigo nível, e seus terrenos antigos pertencem à era Pré-Cambriana. O primeiro planalto é constituído por uma faixa de terrenos cristalinos, que se estende em sentido norte-sul, a oeste da serra do Mar, apresentando uma largura média de cem metros e cerca de 900m de altura. Cumpre assinalar que a topografia varia de acidentada, ao norte, a suavemente ondulada, ao sul. A bacia sedimentar de Curitiba é formada por um antigo lago, que nos dias atuais é atulhado de sedimentos. O planalto cristalino abrange duas partes, zona norte e sul:
Zona Norte: apresenta um relevo mais acidentado por causa da ação erosiva do Rio Ribeira e seus afluentes. Vale dizer que as rochas predominantes são os filitos, calcários, dolomitos, mármores e quartizitos. Pela sua fisionomia montanhosa, é chamada de “região serrana de Açungui”, que possui elevações, dentre as quais pode-se citar a Serra Ouro Fino (de 1.025 a 1.050 m), Serra da Bocaina (de 1.200 a 1.300 m), Serra da Canha ou Paranapiacaba (de 1.200 a 1.300 m) e Serra do Piraí (de 1.080 a 1.150 m);
Zona Sul ou Planalto de Curitiba: possui formas topográficas mais suaves e uniformes que variam de 850 a 950 metros de altitude, e largura de 70 a 80 quilômetros. O relevo possui origem cristalina (granito e gnaisses e sua superfície é representada por argila e areias, que encontram-se depositadas ao longo do rio Iguaçu, seus afluentes e ao redor das cidades de Curitiba e Araucária (GONÇALVES, 2010; Amapá do Passaúna, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
SEGUNDO PLANALTO DO PARANÁ, DOS CAMPOS GERAIS OU PALEOZÓICO
O Segundo Planalto, dos Campos Gerais (ou Ponta Grossa) ou Paleozóico, consiste em uma região ocupada pelos Campos Gerais e é formada por terrenos do período paleozóico. Convém ponderar que sua formação geológica corresponde a terrenos sedimentares antigos da era Paleozóica, reunidos nos seguintes grupos: Paraná ou Campos Gerais (devoniano); Itararé (Carbonífero) e Passa Dois (Permiano). Em relação às rochas mais comuns, pode-se citar: arenitos (Vila Velha e Furnas), folhelhos (Ponta Grossa e os betuminosos), carvão mineral, varvitos, siltitos e tilitos. Em pequenas regiões, aparecem rochas ígneas intrusivas (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
A "taça" em Vila Velha - arenito
O Planalto paleozóico limita-se a leste, através de uma escarpa, a Escarpa Devoniana, que cai para o planalto cristalino e, a oeste, por meio do paredão da Serra Geral – escarpa da Esperança, que sobe para o planalto basáltico. Vale lembrar que o Planalto paleozóico é formado por uma topografia suave e possui uma ligeira inclinação para oeste, apresentado uma extremidade oriental que alcança 1.200 metros de altura e na base da Serra Geral, a oeste, possui apenas 500 metros. Apresenta uma faixa de terras com cerca de cem quilômetros de largura e descreve uma gigantesca meia-lua com uma concavidade que se volta para leste. As maiores altitudes do segundo planalto (1.100 a 1.200 metros) encontram-se na Escarpa Devoniana, declinado para sudoeste, oeste e noroeste. Os pontos mais baixos (350 a 560 metros) estão situados na parte norte, no encontro do segundo (Planalto de Ponta Grossa) com o terceiro planalto (Planalto de Guarapuava) (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
TERCEIRO PLANALTO, DE GUARAPUAVA OU BASÁLTICO
O Terceiro Planalto, também chamado de Planalto Basáltico ou de Guarapuava, constitui a mais extensa das unidades de relevo do Paraná, ocupando dois terços de superfície do estado, localizado nas terras situadas a oeste da escarpa da Esperança. Limita-se, a leste, a Serra Geral, que, com um desnível de 750m, domina o planalto paleozóico; a oeste, o limite é formado através do rio Paraná, que ao lado do ponto onde ficavam os saltos de Sete Quedas, forma um desfiladeiro. Tenha-se presente que o planalto se estende além dos limites do Paraná e forma parte dos territórios de Mato Grosso do Sul, do Paraguai e da Argentina (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
O planalto basáltico, assim como o planalto paleozóico, inclina-se suavemente para o ocidente: cai de 1.250m, a leste, para 300m nas margens do Paraná (a montante de Sete Quedas). Constituído por uma sucessão de derrames (empilhados) de basalto, este planalto domina toda a metade ocidental do estado. Assinale, ainda, que seus solos, cuja origem vem dos produtos da decomposição do basalto, formam a chamada “terra roxa”, que encontra-se no norte e oeste do estado. Ponderando o assunto, o Terceiro Planalto consiste no derrame de rochas eruptivas – basaltos, diabásios e meláfiros – e aos depósitos de arenitos (Botucatu e Caiuá) da era Mesozóica, onde ocorreu o maior derrame de lavas vulcânicas de todo o mundo. Vale lembrar que este famoso derrame também é conhecido como derrame de Trapp, que formou a terra roxa (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
O Terceiro Planalto, com base nos rios Tibagi, Ivaí, Piquiri e Iguaçu, dividi-se nos seguintes blocos: planalto de Cambará e São Jerônimo, planalto de Apucarana, planalto de Campo Mourão, planalto de Guarapuava e planalto de Palmas (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
CONCLUSÃO
Serra do Mar/ Marumbi. Foto por M. Lorenzo. 2011.
Como remate é importante frisar que de maneira geral, Geologia consiste em uma ciência essencialmente histórica. Pode-se dizer que a história geológica constitui-se de diversos aspectos que permitem entender o passado, avaliar criticamente o presente e elaborar previsões futuras da Terra. O estudo dos processos geológicos, como os citados neste post e nos anteriores – petrologia, estratigrafia e geomorfologia -, controlam de certa forma a evolução da Terra e condicionam o aparecimento de recursos naturais, que são necessários para a vida humana e para o desenvolvimento social nos dias atuais. No aspecto ambiental, estudar os diversos tipos de solos, abrangendo suas características específicas, histórico, formação, dentre outros aspectos, auxilia na elaboração de corretas formas de manejo para áreas degradadas, principalmente. Vale lembrar que as rochas sedimentares, em especial, fornecem informações sobre as variações ambientais ao longo do tempo geológico. Os fósseis preservados nestas rochas são a chave para a compreensão da origem e evolução da vida. Pode-se dizer que a importância econômica deste tipo de rocha se encontra em suas reservas de petróleo, gás natural e carvão mineral.
Diante do contexto apresentado não apenas no presente post como também nos anteriores, conclui-se que é com base nos estudos dos fenômenos geológicos atuais que explicações são procuradas para os eventos remotos encontrados em rochas e fósseis. Convém citar o famoso lema “o presente é a chave do passado”, que há mais de dois séculos, forma a principal contribuição da geologia para entender a Terra.
J 09UTC outubro 09UTC 2010 por Mariana Lorenzo
Serra do Mar. Foto por Mariana Lorenzo. 2011.
Antes de tudo, vale lembrar que a Geomorfologia aborda o estudo das formas de relevo e dos seus processos. O relevo, por sua vez, é toda forma assumida pelo terreno (montanhas, serras, depressões, etc.) que sofreu mudanças com os agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Em outras palavras, Geomorfologia corresponde a uma geociência que tem como base o estudo das irregularidades da superfície terrestre, ou simplesmente, as diversas formas de relevo, tomando como base as leis que determinam a gênese e a evolução dessas formas. Será analisado, em especial, o relevo do estado do Paraná, que é formado por cinco regiões distintas, que são: Litoral; Serra do Mar; Primeiro Planalto; Segundo Planalto e Terceiro Planalto (ESPAÇO DA GEOGRAFIA, 2010; GONÇALVES, 2010; Amapá do Passaúna, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
A princípio, o relevo do Paraná, em sua maior parte, forma-se de um vasto planalto com uma pequena inclinação nas direções noroeste, oeste e sudoeste do Estado. Abrange os terrenos arenítico-basálticos do Planalto Meridional Brasileiro e os terrenos cristalinos paralelos ao oceano Atlântico. Vale dizer que segundo o geólogo alemão, Reinhard Maack, as terras paranaenses podem ser agrupadas em cinco unidades geomorfológicas que se sucedem de leste para oeste, na seguinte ordem: Litoral ou Baixada Litorânea; Serra do Mar; Primeiro Planalto, de Curitiba ou Cristalino; Segundo Planalto, dos Campos Gerais (ou Ponta Grossa) ou paleozóico; Terceiro Planalto, de Guarapuava ou basáltico (ESPAÇO DA GEOGRAFIA, 2010; GONÇALVES, 2010; Amapá do Passaúna, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
Abaixo serão descritas cada unidade com base no quadro geomorfológico abaixo.
Quadro geomorfológico/físico do Paraná
BAIXADA LITORÂNEA (LITORAL)
A baixada litorânea é constituída por uma faixa de terras baixas com cerca de vinte quilômetros de largura média. Consiste em uma região rebaixada através de um falhamento marginal de um antigo nível do planalto paranaense. Vale dizer que este fenômeno aconteceu na era Cenozóica ou no final da Mesozóica, provavelmente. Abrange terrenos baixos e inundáveis (planícies aluviais e formações arenosas) e morros cristalinos com cerca de cinqüenta metros de altura. Em sua porção setentrional, a baixada litorânea se fragmenta para dar lugar à baía de Paranaguá, cujo aspecto digitado resulta da penetração do mar através de antigos vales fluviais, ou seja, da formação de rias (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
Baia de Paranaguá – Imagem: NASA
SERRA DO MAR
Serra do Mar. Foto por M. Lorenzo. 2011.
A Serra do Mar forma o rebordo oriental do planalto cristalino e domina com suas enérgicas escarpas a planície litorânea. Pertence ao Complexo Cristalino Brasileiro, sendo formada por granitos e gnaisses. No Paraná a serra apresenta-se fragmentada em maciços isolados, entre os quais se insinua o nível do planalto cristalino (900m) até alcançar a borda oriental, ao contrário do que acontece em São Paulo. Vale lembrar que os maciços ultrapassam em cem metros essa cota, geralmente. Isso faz com que a serra do Mar no Paraná, além da escarpa (Graciosa e Farinha Seca) que se volta para leste com um desnível de mil metros, também apresente uma escarpa interior, voltada para oeste. Não obstante, esta mostra um desnível de apenas cem metros. Tenha-se presente que as atuais formas da Serra do Mar têm origem em vários fatores, dentre os quais pode-se citar: diferença de resistência das rochas, falhamento do relevo e sucessivas trocas climáticas (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
Conjunto Marumbi/ Serra do Mar. Foto por M. Lorenzo. 2011.
PRIMEIRO PLANALTO, DE CURITIBA OU CRISTALINO
O Primeiro Planalto, de Curitiba ou cristalino, tem início na Serra do Mar e estende-se para o oeste até a escarpa Devoniana (Serrinha, Serra de São Luiz, etc.). Ele advém de uma erosão, que o rebaixou de um antigo nível, e seus terrenos antigos pertencem à era Pré-Cambriana. O primeiro planalto é constituído por uma faixa de terrenos cristalinos, que se estende em sentido norte-sul, a oeste da serra do Mar, apresentando uma largura média de cem metros e cerca de 900m de altura. Cumpre assinalar que a topografia varia de acidentada, ao norte, a suavemente ondulada, ao sul. A bacia sedimentar de Curitiba é formada por um antigo lago, que nos dias atuais é atulhado de sedimentos. O planalto cristalino abrange duas partes, zona norte e sul:
Zona Norte: apresenta um relevo mais acidentado por causa da ação erosiva do Rio Ribeira e seus afluentes. Vale dizer que as rochas predominantes são os filitos, calcários, dolomitos, mármores e quartizitos. Pela sua fisionomia montanhosa, é chamada de “região serrana de Açungui”, que possui elevações, dentre as quais pode-se citar a Serra Ouro Fino (de 1.025 a 1.050 m), Serra da Bocaina (de 1.200 a 1.300 m), Serra da Canha ou Paranapiacaba (de 1.200 a 1.300 m) e Serra do Piraí (de 1.080 a 1.150 m);
Zona Sul ou Planalto de Curitiba: possui formas topográficas mais suaves e uniformes que variam de 850 a 950 metros de altitude, e largura de 70 a 80 quilômetros. O relevo possui origem cristalina (granito e gnaisses e sua superfície é representada por argila e areias, que encontram-se depositadas ao longo do rio Iguaçu, seus afluentes e ao redor das cidades de Curitiba e Araucária (GONÇALVES, 2010; Amapá do Passaúna, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
SEGUNDO PLANALTO DO PARANÁ, DOS CAMPOS GERAIS OU PALEOZÓICO
O Segundo Planalto, dos Campos Gerais (ou Ponta Grossa) ou Paleozóico, consiste em uma região ocupada pelos Campos Gerais e é formada por terrenos do período paleozóico. Convém ponderar que sua formação geológica corresponde a terrenos sedimentares antigos da era Paleozóica, reunidos nos seguintes grupos: Paraná ou Campos Gerais (devoniano); Itararé (Carbonífero) e Passa Dois (Permiano). Em relação às rochas mais comuns, pode-se citar: arenitos (Vila Velha e Furnas), folhelhos (Ponta Grossa e os betuminosos), carvão mineral, varvitos, siltitos e tilitos. Em pequenas regiões, aparecem rochas ígneas intrusivas (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
A "taça" em Vila Velha - arenito
O Planalto paleozóico limita-se a leste, através de uma escarpa, a Escarpa Devoniana, que cai para o planalto cristalino e, a oeste, por meio do paredão da Serra Geral – escarpa da Esperança, que sobe para o planalto basáltico. Vale lembrar que o Planalto paleozóico é formado por uma topografia suave e possui uma ligeira inclinação para oeste, apresentado uma extremidade oriental que alcança 1.200 metros de altura e na base da Serra Geral, a oeste, possui apenas 500 metros. Apresenta uma faixa de terras com cerca de cem quilômetros de largura e descreve uma gigantesca meia-lua com uma concavidade que se volta para leste. As maiores altitudes do segundo planalto (1.100 a 1.200 metros) encontram-se na Escarpa Devoniana, declinado para sudoeste, oeste e noroeste. Os pontos mais baixos (350 a 560 metros) estão situados na parte norte, no encontro do segundo (Planalto de Ponta Grossa) com o terceiro planalto (Planalto de Guarapuava) (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
TERCEIRO PLANALTO, DE GUARAPUAVA OU BASÁLTICO
O Terceiro Planalto, também chamado de Planalto Basáltico ou de Guarapuava, constitui a mais extensa das unidades de relevo do Paraná, ocupando dois terços de superfície do estado, localizado nas terras situadas a oeste da escarpa da Esperança. Limita-se, a leste, a Serra Geral, que, com um desnível de 750m, domina o planalto paleozóico; a oeste, o limite é formado através do rio Paraná, que ao lado do ponto onde ficavam os saltos de Sete Quedas, forma um desfiladeiro. Tenha-se presente que o planalto se estende além dos limites do Paraná e forma parte dos territórios de Mato Grosso do Sul, do Paraguai e da Argentina (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
O planalto basáltico, assim como o planalto paleozóico, inclina-se suavemente para o ocidente: cai de 1.250m, a leste, para 300m nas margens do Paraná (a montante de Sete Quedas). Constituído por uma sucessão de derrames (empilhados) de basalto, este planalto domina toda a metade ocidental do estado. Assinale, ainda, que seus solos, cuja origem vem dos produtos da decomposição do basalto, formam a chamada “terra roxa”, que encontra-se no norte e oeste do estado. Ponderando o assunto, o Terceiro Planalto consiste no derrame de rochas eruptivas – basaltos, diabásios e meláfiros – e aos depósitos de arenitos (Botucatu e Caiuá) da era Mesozóica, onde ocorreu o maior derrame de lavas vulcânicas de todo o mundo. Vale lembrar que este famoso derrame também é conhecido como derrame de Trapp, que formou a terra roxa (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
O Terceiro Planalto, com base nos rios Tibagi, Ivaí, Piquiri e Iguaçu, dividi-se nos seguintes blocos: planalto de Cambará e São Jerônimo, planalto de Apucarana, planalto de Campo Mourão, planalto de Guarapuava e planalto de Palmas (GONÇALVES, 2010; WIKIPÉDIA, 2010).
CONCLUSÃO
Serra do Mar/ Marumbi. Foto por M. Lorenzo. 2011.
Como remate é importante frisar que de maneira geral, Geologia consiste em uma ciência essencialmente histórica. Pode-se dizer que a história geológica constitui-se de diversos aspectos que permitem entender o passado, avaliar criticamente o presente e elaborar previsões futuras da Terra. O estudo dos processos geológicos, como os citados neste post e nos anteriores – petrologia, estratigrafia e geomorfologia -, controlam de certa forma a evolução da Terra e condicionam o aparecimento de recursos naturais, que são necessários para a vida humana e para o desenvolvimento social nos dias atuais. No aspecto ambiental, estudar os diversos tipos de solos, abrangendo suas características específicas, histórico, formação, dentre outros aspectos, auxilia na elaboração de corretas formas de manejo para áreas degradadas, principalmente. Vale lembrar que as rochas sedimentares, em especial, fornecem informações sobre as variações ambientais ao longo do tempo geológico. Os fósseis preservados nestas rochas são a chave para a compreensão da origem e evolução da vida. Pode-se dizer que a importância econômica deste tipo de rocha se encontra em suas reservas de petróleo, gás natural e carvão mineral.
Diante do contexto apresentado não apenas no presente post como também nos anteriores, conclui-se que é com base nos estudos dos fenômenos geológicos atuais que explicações são procuradas para os eventos remotos encontrados em rochas e fósseis. Convém citar o famoso lema “o presente é a chave do passado”, que há mais de dois séculos, forma a principal contribuição da geologia para entender a Terra.
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